Ensaios
Coisas que os olhos desacostumados não conseguem ver.
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| Oxalis articulata- Azedinha |
Quando saí de minha casa e fui morar na campanha, tive que reaprender a observar. Meus olhos, até então acostumados a mangueiras, amendoeiras, paus-brasil e jequitibás, tiveram que sair da escala macro e redirecionar o olhar.
Assim, a cabeça que outrora se erguia para fitar as densas copas das árvores da mata atlântica, voltou-se para baixo, rendida pela beleza das pequenas coisas que o pampa esconde em sua vastidão (até mesmo o fato pouco conhecido de que essas bandas um dia já foi deserto e no outro mar)
Tirei esse foto num momento assim, de reaprendizado, quando o olhar para frente ou para cima não oferece nada além de uma imensidão verde que se funde ao aclamado azul do céu gaúcho. (Até hoje não entendi o motivo pelo qual a bandeira do estado não possui uma bela faixa azul anil)
Foi quando abandonei a minha tendencia a procurar pelo que é grande que descobri que a natureza tem lá os seus caprichos, e revelar grandiosidade nas coisas pequenas é provavelmente um dos seus favoritos.






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