Impressões alheias

No banco da praça observo as pessoas. Passam rápidas, apressadas, deitando um olhar de soslaio a figura que observa à parte, as cores, son...



No banco da praça observo as pessoas. Passam rápidas, apressadas, deitando um olhar de soslaio a figura que observa à parte, as cores, sons e impressões dos transeuntes, do dia...
A árvore que me cede abrigo não me cede a sombra da dúvida; é tão velha quanto a soma dos anos de todos que transitam por ali.
O senhor que vagarosamente atravessa o circulo de paralelepípedos com o corpo arqueado e o semblante cansado é um sinal de que o tempo continua andando. Para ele, para mim, para todos...
Quantos anos será que ainda lhe restam? Será que se preocupa tanto quanto eu? O tempo faz questão de indicar sua direção. No corpo arqueado do homem cuja face invariavelmente fita o chão é como um seta que aponta o caminho para onde ruma o nosso futuro.



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