Tempo, tempo, tempo...

A noção de tempo é uma recorrente companheira minha.  O tempo, por si só, é um importante e possessivo companheiro, por isso, não raro em ...



A noção de tempo é uma recorrente companheira minha.  O tempo, por si só, é um importante e possessivo companheiro, por isso, não raro em meus escritos, se vê as notas da sua eterna canção. Uma frase sobre ele aqui, um parágrafo ali, um ensaio inteiro acolá.

Michel Serres em seu célebre livro Polegarzinha, diz que a nossa noção de tempo se alterou. (e quando falo nosso, me refiro aos nascido pós década de 60, no novo mundo pós-guerra.) E embora não se possa negar que há uma boa dose de verdade no que Elis Regina cantou em Como Nossos Pais, também não podemos afirmar que ainda vivemos como se viveu outrora, pois se antes um dia durava 24hrs, já não é certo que dure a mesma coisa agora.

Assustado com o encolhimento do tempo, o jornalista escocês Carl Honoré diz que a aceleração imposta pela sociedade (que devo lembrar ser resultado de nossas próprias aspirações) é a principal responsável. Já a ciência diz que a culpa é do nosso cérebro que na ausência de dopamina, freia o nosso relógio biológico, nos dando a sensação de o tempo está passando rápido demais.

O engraçado, contudo, é que se antes o IBGE nos dava aproximadamente 60, hoje ele admite que iremos além dos 70. Uma estimativa otimista, haverá mais tempo afinal! Mas aí...

...os filmes que antes duravam 80, 90 minutos, duram agora duas, três horas, meses e anos  em execução parcelada, parte I, parte II... parte final.  Os livros que antes contavam em um volume uma ou muitas histórias, são hoje trilogias, coleções inteiras, com mil páginas cada.

E no final das contas, o tempo vai embora...








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